Cientistas do Instituto de Pesquisa do Câncer (ICR), em Londres, descobriram como células do câncer de mama se espalham para os pulmões, pas...
Cientistas do Instituto de Pesquisa do Câncer (ICR), em Londres, descobriram como células do câncer de mama se espalham para os pulmões, passam anos “adormecidas” lá e, quando acordam, se tornam tumores praticamente incuráveis. Os pesquisadores descobriram também um método para frear essa “bomba-relógio” que causa metástase no pulmão.

Foram feitos estudos no câncer de pâncreas em camundongos e em “minitumores” pancreáticos, chamados de organoides, para detalhar o gene que desativa a proteína GREM1 e, consequentemente, possibilita a metástase da doença.
Os pesquisadores descobriram que, ao desligarem a GREM1, as células tumorais passam por uma mudança negativa e muito rápida: adquirem a capacidade de invadir novos tecidos e migrar pelo corpo. Segundo o estudo publicado na Nature , em apenas dez dias, todas elas mudaram e tornaram-se mais perigosas e invasivas.
Os pesquisadores também mostraram que, ao tomarem a atitude contrária, ou seja, em vez de desligarem a proteína GREM1, aumentarem os seus níveis, o processo de metástase poderia ser revertido e as células invasivas assumiam uma forma menos perigosa. A metástase é um conjunto de células cancerosas que são derivadas a partir de um órgão afetado por um tumor primário e que migram para outro membro do corpo.
“Esta é uma descoberta importante e fundamental que abre um novo caminho para descobrir tratamentos para o câncer de pâncreas. Mostramos que é possível reverter o destino das células no câncer de pâncreas no laboratório – voltando o relógio em tumores agressivos e mudando-os para um estado que os torna mais fáceis de tratar”, informou Axel Behrens, autor sênior do estudo e líder da equipe de células-tronco do câncer no Instituto de Pesquisa do Câncer, em comunicado.
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