Durante a manhã de ontem, 27, equipes do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), dos Centros de Referência de Assistênc...
Durante a manhã de ontem, 27, equipes do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da Praia do Futuro e Serviluz, foram até a comunidade que se localiza próximo a Lagoa do Gengibre, no bairro Manoel Dias Branco, em Fortaleza. De acordo com as informações divulgadas pela prefeitura da capital cearense, o principal objetivo da visita foi identificar as principais necessidades e solicitar a inclusão das famílias em programas de apoio socioeconômico.
No último dia 19 de fevereiro, um domingo, a chamada “Comunidade do Gengibre” foi atingida por um incêndio de proporções significativas que acabou destruindo 16 barracos. As estruturas eram constituídas principalmente por madeira. Após o desastre, muitas famílias ficaram desabrigadas. De acordo com informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros na época, entre os itens que os moradores perderam destacavam-se documentos, roupas e utensílios domésticos.
É importante destacar que o incêndio não deixou mortos e nem feridos, uma vez que todos os moradores conseguiram escapar das chamas que começaram ainda de madrugada, por volta das 4h50. No dia, uma mulher de 63 anos precisou receber atendimento médico após passar mal por se deparar com os bens perdidos. Para debelar o incêndio, os agentes do Corpo de Bombeiros utilizaram 10 mil litros de água. Até o momento de produção deste texto, as autoridades responsáveis pela investigação do caso ainda não haviam divulgado o motivo por trás do incêndio. No entanto, relatos de bombeiros afirmam que havia instalações elétricas irregulares no local e a Enel chegou a ser acionada.
Nesse contexto, ontem, 47 famílias receberam os agentes dos CRAS. “Visitamos cada domicílio para tratar das demandas no âmbito da política de assistência social, bem como dos possíveis encaminhamentos para rede intersetorial”, relatou a assistente social da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), Isabel Saraiva. De acordo com a Prefeitura, desde o dia 19, esforços estão sendo feitos para atender as vítimas do incêndio e os demais moradores da comunidade.
No próprio dia do ocorrido, as equipes da Defesa Civil fizeram a entrega de material assistencial a quatro famílias acompanhadas por uma liderança comunitária da área. Na ocasião, foram distribuídas 16 cestas básicas, colchonetes, mantas e lonas.
Segundo testemunhas, mais colchões, cestas básicas e alimentos chegaram à comunidade por meio do auxílio do Poder Público. Na última quinta-feira, 23, em uma reunião, órgãos como SDHDS, Defesa Civil, Secretaria Municipal da Gestão Regional (Seger) e o Habitafor planejaram uma série de ações de suporte aos moradores do Gengibre. Entre elas, está prevista a distribuição de duzentas refeições diariamente, entre 27 de janeiro e 03 de março. Além disso, também serão facilitadas a emissão de documentos e os atendimentos de saúde. Por fim, haverá ainda a limpeza urbana.
Em um maior detalhamento, a gestão municipal informou que a Habitafor está aguardando a conclusão do relatório com o cadastro dos ocupantes, para que assim, possa analisar estratégias dentro da política habitacional de interesse do local. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por sua vez, deve ofertar ações de vacinação adulta e infantil tanto de covid-19 quanto de rotina. Além disso, a secretaria dará orientações sobre o Auxílio Brasil e conscientizará sobre a prevenção de doenças. A Coordenadoria Especial de Limpeza Urbana (Colimp), por sua vez, está atuando junto aos moradores para a limpeza dos entulhos acumulados desde o incêndio. Segundo a Prefeitura, desde a última quarta-feira, 22, as equipes retiram a sobra de material e, nos próximos dias, uma nova ação de limpeza acontecerá no entorno da Lagoa do Gengibre, que passará por varrição, retirada de mato e entulhos.

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